
Os cientistas descobriram que, como outros detritos marinhos, as garrafas e as tampas que recuperaram eram às vezes colonizadas por organismos imóveis chamados epibiontes, que vivem na superfície de outros organismos ou materiais. A equipe encontrou itens com briozoários, cracas e moluscos presos, com a presença delas correlacionando -se com a idade do plástico. Garrafas e limites também exibiram padrões de degradação típicos da exposição marinha – discoloração, desgaste e fragmentação.
No entanto, apesar dessas transformações, os resíduos plásticos geralmente mantiveram as principais características de identificação, como códigos de produtos, nomes de marcas, locais de fabricação e datas. Esses dados ajudaram a rastrear sua proveniência, mesmo quando as garrafas foram danificadas ou fortemente colonizadas por organismos, fornecendo informações valiosas sobre suas vias de origem e transporte.
Para os Garcés, uma das conclusões mais preocupantes de seu estudo é a situação em ilhas como Galápagos e Rapa Nui, áreas naturais protegidas. Como ele explica, os epibiontes ligados às garrafas de plástico estão lavando as praias “e isso representa uma ameaça séria, porque não sabemos quais espécies de organismos estão chegando ou de onde vêm. E podem ser invasivas”.
O trabalho não teria sido possível sem a colaboração de até 200 líderes locais de 74 organizações sociais, bem como os 1.000 voluntários que faziam parte dessa iniciativa científica do cidadão. Sua abordagem metodológica não apenas permitiu que a equipe de pesquisa entendesse melhor as características dos resíduos plásticos que afetam o Pacífico Latino -Americano, mas também entendesse as preferências regionais de bebidas e as tendências de consumo em diferentes países.
Propostas para resolver esta crise
Dada a presença generalizada de garrafas plásticas descartáveis, principalmente de origem local, uma das principais recomendações dos pesquisadores é substituí -los por garrafas retornáveis padronizadas em toda a região – “como costumávamos fazer”, diz Garcés. “Quando eu era criança, os produtos eram vendidos em garrafas de vidro retornáveis. Essa seria uma das principais medidas que propomos para reduzir a produção de plásticos da fonte”.
Essa medida, diz ele, deve ser complementada por políticas de reembolso e iniciativas de responsabilidade social corporativa por parte das empresas de bebidas envolvidas. As embalagens reutilizáveis exigentes de grandes produtores de bebidas engarrafadas são estratégias essenciais para reduzir a poluição plástica e proteger os ecossistemas costeiros, dizem os autores. “No final, as empresas têm seus próprios interesses e procuram as alternativas mais baratas para a produção de garrafas. É por isso que os governos precisam se envolver”, diz Garcés. No entanto, ele diz que melhorar o gerenciamento de resíduos, especialmente nas comunidades costeiras, é outra questão -chave que precisa ser abordada.
Os pesquisadores também destacam o papel central do comportamento humano na redução da poluição plástica. “À medida que crescemos como população, o consumo aumenta. E, enquanto as necessidades básicas das populações costeiras em termos de acesso à água potável não forem atendidas, continuará aumentando, contaminando cada vez mais ambientes costeiros”, diz Garcés. Quando a água potável está disponível apenas em garrafas de plástico de uso único, os consumidores não têm alternativas, “limitando sua capacidade de agir de forma sustentável”.
Esta história apareceu originalmente em Conectado em espanhol e foi traduzido do espanhol.

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